Curso de Halitose – USP 2017

SISTEMAS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO MAU HÁLITO

Profa. Dra Caroline Morini Calil

Prof. Dr. Giorgio de Michelli

 

OBJETIVOS EDUCACIONAIS

Após completar esse curso o aluno será capaz de:

  1. Descrever os métodos efetivos de diagnóstico da halitose
  2. Nomear todos os compostos responsáveis pelos diferentes tipos de mau hálito
  3. Descrever as condições médicas que causam ou que contribuem para o malodor
  4. Explicar ao paciente uma nova rotina de auto cuidado buccal que reduz, controla ou elimina a maioria das causas de halitose na boca.
  5. Estabelecer o tratamento adequado a cada tipo de paciente.

 

DESCRIÇÃO DO CURSO

A halitose é uma queixa comum da população e a comunidade científica odontológica ainda não chegou a um consenso do que seria o método de diagnóstico “padrão ouro”. Pacientes que lutam contra o mau hálito ou contra a sensação de que possuem mau hálito o tempo todo, deveriam consultar em um primeiro momento o cirurgião dentista antes de investigar causas sistêmicas com médicos.

A maior parte da literatura até 1940 consiste em anedotas e curas com pouco estudo científico. Alguns dos primeiros estudos vieram do Dr. Tonzetich da Northeastern University. Os pesquisadores usaram um ósmoscópio para estudar as fontes e as condições em torno do mau hálito. Seus resultados sugeriram que, embora existam várias causas de mau hálito, incluindo as resultantes de uma patologia ou condição sistêmica ou nasofaríngea, a principal fonte de halitose é a cavidade oral. Pesquisas modernas indicam que o dorso da língua é a principal fonte de halitose. As pessoas com doença periodontal sofrem de outro tipo de halitose, mas esses casos são de fácil diagnóstico por parte do dentista.

É muito difícil avaliar o próprio mau hálito. Muitas pessoas não sabem que tem mau hálito ou, no extremo oposto, sentem que têm muito mau hálito, mas não.

As máquinas estão disponíveis comercialmente para auxiliar na medição dos gases considerados os responsáveis ​​pelo mau hálito e auxiliam o cirurgião dentista principalmente nos casos onde o paciente acredita ter halitose mas não tem.

Na maioria dos casos, o mau hálito pode ser reduzido ou eliminado através de cuidados e medicações adequados, higiene bucal, limpeza profunda da língua e, se necessário,  um enxaguatório bucal específico e efetivo. Nos casos em que  o problema persiste (ou o paciente continua a pensar que o problema persiste e na verdade não), o paciente deve ser encaminhado prontamente para assistência médica, psicológica apropriada, ou o cirurgião dentista deve trabalhar com a hipótese de disfunções sensoriais causadas principalmente pela hipossalivação.

A “halitophobia” pode variar. Há pacientes preocupados em demasia com o mau hálito e praticando procedimentos de mascaramento obsessivo e higiene bucal, no campo afetivo sofrem com o isolamento social.

As pessoas que realmente sofrem de halitose persistente e incontrolável podem ter uma patologia subjacente, incluindo:

 

  • Úlceras gastrointestinais
  • refluxo gástrico
  • Infecções respiratórias
  • Sangramento interno
  • Hérnia Hiatal
  • Diabetes mellitus
  • Cirrose hepática

 

Nosses casos torna se imprecindível a parceria cirurgião dentista – médico para um tratamento multidisciplinar satisfatório.

A halitose aparece ligada à doença periodontal em alguns estudos, mas a conclusão não é suportada por outros. Nos casos em que a doença periodontal está causando odor, o tratamento da mesma elimina o odor. Estudos científicos em parceria com a industria farmacêutica sobre halitose concentraram-se nisso como um problema estético e não de saúde. No entanto, muitos enxaguatórios na boca apenas mascaram o problema e fornecem alívio cosmético temporário sem tratar a origem do problema.

Todos esses tópicos além daqueles relacionados ao tratamento especifico de Halitose serão abordados durante nosso curso na Fundecto em 18 de outubro de 2017.

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