Mau hálito em crianças precisa de investigação

Nas crianças nem sempre o mau hálito está relacionado a falta de higiene bucal ou incorreta escovação. Fatores como dieta inadequada, baixa ingestão de líquidos, problemas otorrinolaringológicos dentre outros também podem contribuir para o aparecimento do mau hálito.

Dores de garganta com frequência, nariz entupido, coceira e muito espirro não podem ser tratados com situação normal na criança, ainda mais quando esse comportamento vem acompanhado do mau hálito. Nesses casos o acompanhamento com médico otorrinolaringologista é necessário. Junto com o tratamento médico é importante que a criança faça também os exames especificos de halitose para saber o problema pode ser também bacteriano bucal ou metabólico.

Alguns microrganismos anaeróbios e produtores de gases mau cheirosos podem colonizar a superfície lingual de pacientes infantis e nesses casos é necessário uma higiene específica na língua da criança feita pelos pais uma vez ao dia pelo menos.Há ferramentas e medicamentos próprios para isso.

Os exames de salivação são simples e podem ser feitos pelos dentistas. É preciso que oa pais ou os cuidadores prestem atenção a quantidade de água ingerida pela criança ao longo do dia. Que deve ser de pelo menos 3 copos cheios, considerando que a criança ingere líquidos nos lanches e nas frutas. Se a baixa salivação continuar mesmo após a correção da dieta é importante considerar fatores como ansiedade e falta de vitaminas como potencializadores de baixa salivação. A salivação em níveis normais nas crianças é extremamente importante para a prevenção de cáries e halitose.

O hálito de uma criança que tem acetona é muito particular. Dá a impressão de cheirar a maçãs ácidas, do tipo maçã-reineta, desde o momento que desperta pela manhã. A acetona é uma substância volátil que, em contato com o ar, desprende um aroma inconfundível, como o de uma maçã podre. Essa substância é produzida no organismo quando a glicose se encontra em níveis baixos e as gorduras não se queimam como deveriam. As crianças que apresentam acúmulo de acetona no sangue podem apresentar mau cheiro do hálito e da urina, além de febre e vômitos. Disfunções renais, apesar de raras, também devem ser descartadas através de exames.

Apesar de fatores complexos que podem estar envolvidos no aparecimento do mau hálito, muitas vezes a principal causa ainda é uma higiene deficiente que ocasiona pontos de sangramento nas gengivas ao redor dos dentes, principalmente molares e uma placa bacteriana lingua. O melhor mesmo é investigar.

 

Do Bom Hálito ao Bom Papo

A entrevista de emprego começa antes de sair de casa. Roupa adequada, limpeza bucal e unhas aparadas podem ajudar e muito a conseguir a vaga.
Ser agradável não significa somente ser educado. A boa impressão que você quer deixar começa bem antes. O cabelo bem cortado e limpo, roupa confortável e adequada e bom hálito garantem que você não está traído pelo desleixo. Mau hálito, por exemplo, não tem chiclete ou justificativa que apague.
Professores de recursos humanos alertam que os recrutadores querem pessoas motivadas e realmente interessadas em trabalhar, mas não estão dispostos a conviver com o mau hálito do candidato até descobrir que aquele é um excelente administrador de empresas.
Vale lembrar que muitas vezes quem tem mau hálito não percebe o problema pois o nariz e o olfato se acostumam com esses odores. Em casos de dúvida, ou de entrevista para emprego novo é importante fazer o exame do hálito para saber se há problema, se é forte/severo e qual a melhor solução.
Muitos pacientes me perguntam se o tratamento do mau hálito é rápido. Sim é um tratamento rápido. O que é mais demorado é a manutenção, ou seja, como fazer para que o mau hálito não volte a te incomodar.
Geralmente o tratamento do mau hálito envolve limpeza profunda dos tecidos gengivais, aplicação de medicação sobre a língua e amígdalas, correção da saliva e procedimentos médicos se for necessário.
Asseio pessoal, higiene bucal, vestuário adequado, sem decotes, um aperto de mão firme e a manutenção do contato visual são fundamentais.

Bem Estar – Produção de pouca saliva pode causar mau hálito

https://www.youtube.com/watch?v=8bUaInRWZO
O programa Bem Estar da rede globo nos pediu para gravar um diagnóstico e tratamento ao vivo de uma paciente que solicitou esse assunto aos produtores. Foi uma manhã produtiva a todos, principalmente a paciente que teve seu problema de mau hálito e boca seca resolvido. Nós agradecemos pela confiança !

O MAU HALITO E O ESTRESSE

O estresse e a ansiedade podem ter influência no cheiro que sai de sua boca. Isso por que o estresse causa a queda de resistência do organismo, diminuindo as células de defesa devido a liberação de altas doses de cortisol. Em situações de estresse as pessoas ficam mais resfriadas, com mais problemas na boca podem aparecer aftas, sangramento gengival e mau halito ou halitose. Para muitas pessoas isso não é novidade.

A novidade vem quando pesquisadores de universidades internacionais e também do Brasil, como é o caso da Unicamp, observam que as bactérias que causam o mau hálito na boca tornam-se muito agressivas quando passam a viver em um ambiente rico em adrenalina.

Quando as pessoas estão estressadas elas liberam adrenalina, noradrelina e cortisol no sangue e na saliva. Essas substâncias funcionam como um banquete para as bactérias. As bactérias produtoras de compostos de enxofre, que causam o mau hálito se alimentam da adrenalina e tornam-se mais potentes do ponto de vista maligno. Elas passam a liberar uma série de toxinas que fazem mal as gengivas e uma dessas toxinas causa um mau cheiro terrível ocasionado o mau hálito. Ou seja, o mau hálito em situações de estresse além de causar um problema social ao paciente também ajuda a destruir as gengivas gradativamente pois fortalece aquelas bactérias presentes na placa bacteriana.

Assim além do estresse causar queda de resistência ele também fortalece as bactérias causadoras de mau hálito.

Outro fator importante que acontece na boca durante um estresse é a diminuição de saliva, acontecimento já conhecido por muitos pacientes que buscam informações na internet. A saliva fornece enzimas importantes no combate as bactérias bucais e quando ela é diminuida as bactérias se proliferam com mais facilidade.

A saliva reduzida também ocasiona secura da boca o que concentra ainda mais os compostos causadores de mau hálito.

Acontece que muitas vezes o paciente está passando por um problema onde naquele momento não é possível ele diminuir seu ritmo estressante. E por causa disso ele não é obrigado a conviver com o mau hálito. A odontologia na área de halitose avançou e hoje temos alternativas para diminuir a carga bacteriana na boca e ao mesmo tempo aumentar a quantidade de saliva. Ou seja temos condição de controlar os efeitos do estresse na cavidade bucal. As salivas artificiais nesses casos são recursos muito pobres, até por que elas não têm todos os nutrientes presentes em uma saliva produzida pelo próprio paciente. É preciso fazer o paciente voltar a salivar. Ele precisa da própria saliva. A saliva artificial é um recurso que “vem de fora para dentro”, ela deve ser utilizada para casos extremamente graves somente. Com os recursos de diagnóstico é possível saber se o paciente é capaz de produzir a própria saliva e procurar assim uma alternativa que “venha de dentro para fora” do organismo.

Com relação a diminuição bacteriana há vários recursos farmacológicos também, ou seja a base de medicamentos específicos para cada caso. Com a leitura da quantidade de gases de enxofre e quais gases estão sendo produzidos é possível escolher o medicamento para cada paciente.

É importante lembrar que reduzir ou acabar com o mau hálito é mais fácil do que o pós tratamento onde os níveis de halitose devem se manter baixos.

Por isso o acompanhamento do profissional que está tratando desse paciente é necessário.

Para informações mais específicas consulte:

Estresse e Halitose: possiveis mecanismos de ação. Calil C e Michelli G. Boletim Clinico, Fundecto USP, 2015.
Calil CM et al 2014. Effects of stress hormones on the production of volatile sulfur compounds by periodontopathogenic bacteria. Braz Oral Res. 2014 Jan-Feb;28(1)